Molde de silicone corrige orelha de abano em bebês e dispensa cirurgia

Molde de silicone corrige orelha de abano em bebês e dispensa cirurgia

Molde de silicone corrige orelha de abano em bebês e dispensa cirurgia

Orelha de abano, pontuda ou dobrada ? Essas e outras deformidades podem afetar de maneira negativa a percepção que as pessoas têm sobre a própria imagem e ainda se transformar em motivo de bullying na infância e na adolescência.

Uma aposta dos médicos para evitar essas situações desagradáveis é o uso de um molde de silicone que trata essas alterações já em recém-nascidos — quanto mais precoce o tratamento, maiores são as chances de bons resultados.

Muitas vezes correções cirúrgicas são possíveis, mas geralmente só vão acontecer depois dos 7 anos de idade, às vezes só na idade adulta, demandando anestesia geral e outros cuidados.

Nos recém-nascidos, a cartilagem, estrutura responsável pela forma da orelha, ainda é bastante flexível, permitindo a modelagem.

A plasticidade tem um motivo : nas primeiras semanas de vida ainda circula no organismo do bebê o estrógeno, hormônio materno que mantém as cartilagens moles — o que possibilita que a criança passe pelo canal de parto, inclusive.

Uma vez que o bebê nasce e o cordão umbilical é rompido, a quantidade do hormônio no organismo começa a reduzir rapidamente.

Um estudo científico publicado na revisa Plastic and Reconstructive Surgery e realizado com 488 pacientes com deformidades afirma que mais de 90% tiveram melhora com o molde. Os bons resultados são mais comuns se a aplicação do molde acontecer até três semanas após o nascimento. Após seis semanas, a chance de sucesso é baixa.

O tratamento leva de quatro a seis semanas e custa em torno de R$ 10 mil (planos de saúde não costumam cobrir procedimentos estéticos).

Além de poder sair mais barato do que uma cirurgia (que pode superar os R$ 15 mil) há outras vantagens do Ear Well (nome do produto): a não invasividade do tratamento, a preservação da audição e o não comprometimento da amamentação e o sono.

Para o bebê, o pior que pode acontecer, além de o molde não surtir efeito, são úlceras de pressão na orelha, que tendem a se resolver sem grandes intervenções. Durante o tratamento, não é permitido lavar a cabeça, o que dificulta a higienização.

O advogado Wagner Kohatsu, 39, e a médica Gabriela Schelini, 35, buscaram o tratamento para Lis, de 2 meses, que nasceu com orelhas de abano —quem percebeu foi o enfermeiro ao colocar os brincos; depois conversaram com um pediatra. Assim que soube da possibilidade de correção não cirúrgica, o casal correu atrás da alternativa.

“Espero que minha filha nem se lembre disso tudo, que um dia teve orelha de abano”, diz Gabriela.

Sem tratamento, é possível que alguns casos regridam sozinhos, mas outros não têm volta. O risco de a orelha de abano permanecer é proporcional à distância do meio da hélice (borda da orelha) ao crânio. No caso da bebê Lis, o início do tratamento demorou um pouco mais que o preconizado e talvez o benefício não seja completo. Ciente disso, Wagner diz que a menor chance de conseguir algum resultado já justifica a tentativa.

Outra bebê, Manuela (nome fictício), também faz a moldagem. Prematura de 33 semanas, ela passou um mês na UTI. Os pais ainda pularam de médico em médico até que, algumas semanas depois, o tratamento tivesse início.

O pediatra havia alertado que a alteração, conhecida como “lop ear” — na qual a porção superior é dobrada para fora — não afetaria a audição de Manuela. Mesmo assim, os pais decidiram recorrer ao tratamento. A mãe disse que, apesar de sair caro, seria importante evitar que a filha tivesse algum tipo de problema com a aparência e que ela ficasse à vontade para fazer coisas simples, como usar um penteado do tipo rabo de cavalo.

Outros métodos também podem ajudar a corrigir as deformidades das orelhinhas. Um deles utiliza gesso para colocar a orelha no lugar, mas tem pouca aceitação no meio médico. Outro jeito, também eficaz, é o uso de algodão, hastes plásticas e esparadrapo. A vantagem do molde é a certeza de que ele vai permanecer no local até a próxima visita ao médico.

Deformidades de orelhas em recém-nascidos são bastante comuns e cerca de 30% se resolvem naturalmente, especialmente aquelas que têm uma aparência amassada. Em adultos, estima-se que 5% das pessoas apresentem algum nível de alteração.

Boa parte da explicação para esse tipo de condição é genética: se ambos os pais têm orelha de abano, a chance de a criança também ter é grande.

Malformações — como microtia (quando falta parte da orelha) e anotia (ausência total), nas quais há déficit de cartilagem e de pele — são raras : afetam cerca de 1 a cada 3.800 bebês. Elas podem ter origem em infecções virais (como rubéola e herpes), pelo contato com substâncias teratogênicas ou por defeitos genéticos.

Se as críticas ao molde de silicone se dão mais pelo custo e pela falta de estudos científicos mais robustos, há também quem saúde a chegada de técnicas que permitem a resolução de casos que seriam cirúrgicos no consultório, seja pelo pediatra ou por outros especialistas.

Fonte : Folha de S.Paulo

Mulheres aderem ao botox antes dos 30 anos

Mulheres aderem ao botox antes dos 30 anos

Mulheres aderem ao botox antes dos 30 anos

Linhas de expressão ao lado do olho, na testa ou no cantinho da boca já são usualmente tratados nos consultórios dermatológicos com toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, há bastante tempo.

Mas pacientes jovens, com idades entre 25 e 30 anos e que ainda não têm rugas profundas, estão aplicando a toxina botulínica.

É o caso da empresária Daniella Padovan, 26. Ela conta que começou a reparar em fotos que a testa não estava mais tão lisinha quanto antes. “Mas não tinha me incomodado até começarem a comentar comigo. Daí eu pensei: nossa, 26 anos e já com ruga não dá”. Ela tentou amenizar o problema com cremes. Como não estava satisfeita com o resultado, testou a toxina botulínica.

“Quando você acaba de fazer, depois que passa o inchaço, a pele fica bem lisinha. Minha testa não franze mais. Achei que fiquei com cara de descansada”, afirma.

A analista de relações internacionais Natalia Cordone, 29, também estava preocupada com marcas no rosto. Vendo suas próprias fotos, percebeu que tinha linhas na testa. “Eu nem percebia, mas as pessoas comentavam que eu franzia muito a testa. Aí foi ficando marcada.”

Segundo a dermatologista Valeria Campos, a toxina pode ser aplicada até de forma preventiva, mas é preciso ter cautela. “A pele começa a envelhecer aos 25 anos. A partir dessa idade, quando você tira uma foto e percebe alguma ruguinha ali na região dos olhos, na testa, e está incomodada, pode aplicar”, afirma.

O dermatologista do Hospital Sírio-Libanês Reinaldo Tovo lembra, por outro lado, que a aplicação é temporária – seu efeito é de até seis meses.Cada uma custa cerca de R$ 1.500. “Mas eu acho que quem é nova e não tem rugas fortes não deve fazer. Existem outras formas me tratar o problema, como filtros solares.”

A toxina botulínica ao ser aplicada no corpo age na região entre o nervo que libera estímulos responsáveis pela movimentação dos músculos. Ele diminui a liberação da acetilcolina, um neurotransmissor responsável pelas contrações musculares.

O estímulo de contração para, e o resultado é o relaxamento do músculo, que não se contrai mais –assim como a pele que está por cima desse músculo.

“Costumo dizer que a toxina funciona como um cabide para a roupa. Assim como o cabide evita que a roupa fique amassada, a toxina botulínica, por impedir a contração do músculo, deixa a pele esticadinha e assim vinca menos”, diz Valeria.

Gabriel Gontijo, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que a questão da idade ideal para a realização do procedimento é relativa porque a idade da pele nem sempre é compatível com a idade cronológica.

“Os hábitos influenciam bastante. Exposição ao sol e fumo são fatores que contribuem para o envelhecimento da pele”, diz ele.

“Não sou contra prevenir, mas me preocupo com o exagero. Percebo que nossos valores estão centrados na vaidade, as pessoas estão com pavor de envelhecer. Não é por aí.”

Fonte : Folha de S.Paulo

Tratamentos para rejuvenescer a pele

Tratamentos para rejuvenescer a pele

Tratamentos para rejuvenescer a pele

Homens e mulheres apostam em novas tecnologias aliadas a técnicas convencionais para rejuvenescer a pele do rosto em clínicas dermatológicas.

A promessa é que os resultados dessa combinação aumentem e prolonguem a eficácia desses tratamentos.

O desafio é bom senso e personalização do tratamento, afirma o dermatologista Paulo Barbosa, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Os alvos são manchas escuras, flacidez de bochechas, cicatrizes de acne, entre outros.

O objetivo é tornar a pele mais firme e lisa, estimulando a produção de colágeno e clareando manchas. Essa é a proposta da técnica de radiofrequência com microagulhamento. A pele é espetada com microagulhas de aço cirúrgico ou titânio banhadas a ouro. O movimento estimula a produção de colágeno e, ao mesmo tempo, prepara a pele para receber a aplicação de um medicamento por cima das micro perfurações. A pele pode receber clareadores ou antioxidantes, por exemplo.

Outra novidade são os fios de sutura de ácido polilático : eles ficam sob a pele para promover o lifting (sustentação) facial.

Para aqueles que buscam algo menos invasivo para diminuir a flacidez facial, o ultrassom microfocado é uma nova alternativa, pois é um tratamento indolor e que não tem restrição da cor da pele da pessoa.

Para os médicos, o paciente que opta pelas técnicas de rejuvenescimento deve estabelecer uma rotina dedicada de cuidados, como utilizar filtro solar, para que os efeitos tenham maior duração.

Fonte : Folha de S.Paulo

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